terça-feira, 19 de janeiro de 2010

São Sebastião.

Em vésperas do dia dedicado ao mártir São Sebastião, depois de uns meses sem escrever nada, aqui vai uma pequena biografia deste santo tão popular para as gentes do Alto-Minho, que o invocam com o seguinte cântico:
Das malinas defendei-nos,
Santo bem-aventurado.
E da peste e fome e guerra,
Como bom advogado.
São Sebastião nasceu em Narbonne, França, em meados do século III da nossa era, descendente de uma família nobre oriunda de Milão e foi feito mártir no ano de 286, durante a perseguição levada a cabo pelo imperador Diocleciano.
De acordo com Santo Ambrósio de Milão, Sebastião era um soldado que se alistou no exército romano com a intenção de afirmar o coração dos cristãos, enfraquecido diante das torturas. Era uma figura importante perante os imperadores Diocleciano e Maximiliano, que o queriam sempre próximo, ignorando tratar-se de um cristão e, por isso, o designaram capitão da Guarda Pretoriana (guarda pessoal do imperador). A sua conduta branda para com os prisioneiros cristãos levou o imperador a julgá-lo como traidor, tendo ordenado a sua execução através do cravejamento flechas no seu corpo. Dado como morto, foi atirado no rio. Apesar de tudo Sebastião não tinha falecido, sendo encontrado por Santa Irene que o socorreu. Depois de restabelecido apresentou-se a Diocleciano, para reafirmar a sua fé e censurar as injustiças e crueldades praticadas contra os seguidores da palavra de Jesus Cristo. Incrédulo e enfurecido, Diocleciano ordenou então que Sebastião fosse chicoteado até a morte, sendo o seu corpo atirado para a Cloaca Máxima, o lugar mais imundo de Roma.
Depois de morto apareceu a Santa Luciana, a quem pediu que recuperasse o seu cadáver e o sepultasse na Via Ápia "ad catacumbas", muito próximo do local onde haviam sido enterrados os mártires São Pedro e São Paulo e onde hoje se situa a Basílica de São Sebastião Extramuros.
Comemora-se a 20 de Janeiro, como memória facultativa.

Sem comentários: