sábado, 23 de janeiro de 2010

Santa Missa Tridentina

A Santa Missa Tridentina é um rito católico válido, que fora abundantemente utilizado pela Igreja Católica antes do Concílio Vaticano II. Nesse sentido, como já ouvi dizer algures, é a missa dos nosso avós: foi à sombra deste rito que quase todos os nossos antepassados se tornaram católicos.

Também denomindada Missa de São Pio V por ter sido promulgada por este Santo Padre, aos 5 dias do mês de Dezembro do ano de 1570, em resposta ás recomendações do célebre Concílio de Trento, no qual tomou parte o Bem-Aventurado Bartolomeu dos Mártires (Lisboa, 1514 - Viana do Castelo, 1590).

A Santa Missa celebrada segundo o Rito Tridentino apresenta ínumeras diferenças relativamente ao Novus Ordo, das quais saliento as quatro seguintes:
  • A existência das denominadas "Orações ao Pé do Altar", proferidas antes do sacerdote subir os degraus que o levam ao altar;
  • A celebração é obrigatoriamente em latim, excepto a Epístola e o Evangelho, que podem ser na língua vernácula;
  • O Canon ou Oração Eucarística é dita apenas pelo sacerdote em silêncio;
  • A existência de um Evangelho no final da Eucaristia.
Estas são apenas algumas das diferenças que se podem observar na Missa Tridentina, dentro de um infinito leque. Apesar de tudo, a participação na Santa Missa, segundo o Rito Tridentino, é uma experiência deveras interessante.

Numa próxima oportunidade reflectirei alguma coisa sobre a Santa Missa Tridentina.

Que Deus o permita!
Ad Majorem Dei Gloriam.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

São Vicente.

Também hoje se comemora um grande mártir do catolicismo: São Vicente, também conhecido por Vicente de Saragoça, padroeiro do Patriarcado de Lisboa, em cuja Sé, a Basílica de São Vicente de Fora, se podem venerar algumas das suas relíquias.

Vicente foi martirizado em 304, durante o Império de Diocleciano, por se ter recusado a oferecer sacrifícios aos deuses, que não o seu Deus e Senhor verdadeiro. Dada a coragem e firmeza de carácter é comemorado pela Igreja Católica no dia de hoje, com direito a memória facultativa, sendo patrono de muitas igrejas e capelas de Portugal Continental e Insular.

Nesta bela imagem pode ser admirado o Mártir São Vicente segurando a palma, simbolizando o martírio, e o evangeliário, manifestando a sua adesão total á fé cristã. Que sirva de exemplo para a Humanidade!

Sancte Vincenti, ora pro nobis.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

São Sebastião.

Em vésperas do dia dedicado ao mártir São Sebastião, depois de uns meses sem escrever nada, aqui vai uma pequena biografia deste santo tão popular para as gentes do Alto-Minho, que o invocam com o seguinte cântico:
Das malinas defendei-nos,
Santo bem-aventurado.
E da peste e fome e guerra,
Como bom advogado.
São Sebastião nasceu em Narbonne, França, em meados do século III da nossa era, descendente de uma família nobre oriunda de Milão e foi feito mártir no ano de 286, durante a perseguição levada a cabo pelo imperador Diocleciano.
De acordo com Santo Ambrósio de Milão, Sebastião era um soldado que se alistou no exército romano com a intenção de afirmar o coração dos cristãos, enfraquecido diante das torturas. Era uma figura importante perante os imperadores Diocleciano e Maximiliano, que o queriam sempre próximo, ignorando tratar-se de um cristão e, por isso, o designaram capitão da Guarda Pretoriana (guarda pessoal do imperador). A sua conduta branda para com os prisioneiros cristãos levou o imperador a julgá-lo como traidor, tendo ordenado a sua execução através do cravejamento flechas no seu corpo. Dado como morto, foi atirado no rio. Apesar de tudo Sebastião não tinha falecido, sendo encontrado por Santa Irene que o socorreu. Depois de restabelecido apresentou-se a Diocleciano, para reafirmar a sua fé e censurar as injustiças e crueldades praticadas contra os seguidores da palavra de Jesus Cristo. Incrédulo e enfurecido, Diocleciano ordenou então que Sebastião fosse chicoteado até a morte, sendo o seu corpo atirado para a Cloaca Máxima, o lugar mais imundo de Roma.
Depois de morto apareceu a Santa Luciana, a quem pediu que recuperasse o seu cadáver e o sepultasse na Via Ápia "ad catacumbas", muito próximo do local onde haviam sido enterrados os mártires São Pedro e São Paulo e onde hoje se situa a Basílica de São Sebastião Extramuros.
Comemora-se a 20 de Janeiro, como memória facultativa.