sexta-feira, 29 de julho de 2011

Cardeal Cañizares: Católicos devem comungar na boca e de joelhos.

Em entrevista concedida à ACI Digital*, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, assinalou que os católicos devem comungar na boca e de joelhos.

Assim o indicou o Purpurado espanhol que serve na Santa Sé como máximo responsável, depois do Papa, da liturgia e dos sacramentos na Igreja Católica, ao ser consultado sobre se é recomendável que os fiéis comunguem ou não na mão.

A resposta do Cardeal foi simples e breve: “É recomendável que os fiéis comunguem na boca e de joelhos”.

Também ao responder à pergunta de ACI Digital sobre o costume instaurado pelo Papa Bento XVI de fazer com que os fiéis que recebem a Eucaristia dele o façam na boca e de joelhos, o Cardeal Cañizares disse que isso se deve “ao sentido que deve ter a comunhão, que é de adoração, de reconhecimento de Deus”.

“É simplesmente saber que estamos diante de Deus mesmo e que Ele vêm a nós e que nós não o merecemos”, afirmou.

O Purpurado disse também que comungar dessa forma “é o sinal de adoração que é necessário recuperar. Eu creio que é necessário para toda Igreja que a comunhão se faça de joelhos”.

“De fato – acrescentou – caso comungue em pé, deve-se fazer genuflexão ou uma inclinação profunda, coisa que não se faz”.

O Prefeito disse ademais que “se trivializamos a comunhão, trivializamos tudo, e não podemos perder um momento tão importante como é comungar, como é reconhecer a presença real de Cristo ali presente, do Deus que é amor dos amores, como cantamos numa canção espanhola”.

Ao ser consultado por ACI Digital sobre os abusos litúrgicos em que alguns incorrem atualmente, o Cardeal disse que é necessário “corrigi-los, sobretudo mediante uma boa formação: formação dos seminaristas, formação dos sacerdotes, formação dos catequistas, formação de todos os fiéis cristãos”.

Essa formação, explicou, deve fazer que “se celebre bem, para que se celebre conforme as exigências e dignidade da celebração, conforme as normas da Igreja, que é a única maneira que temos de celebrar autenticamente a Eucaristia”.

Finalmente o Cardeal Cañizares disse à ACI Digital que nessa tarefa de formação para se celebrar bem a liturgia e corrigir os abusos, “nós bispos temos uma responsabilidade muito particular, e não podemos deixar de cumpri-la, porque tudo o que façamos para que se celebre bem a Eucaristia será para fazer que se participe bem na Eucaristia”.
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* Tradução por Kelvin Konz, e revisão por Isabela Leite.

Fonte: Salvem a Liturgia (Blog brasileiro dedicado à liturgia. Manteve-se a ortografia português-brasileira).

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Maria José Nogueira Pinto (1952-2011)

Isto sim é que é defender Portugal!

Vale a pena ler o último texto de Maria José Nogueira Pinto, defensora da Vida e da Fé Católica.

"Acho que descobri a política - como amor da cidade e do seu bem - em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. O meu Avô, Eduardo Pinto da Cunha, adolescente, foi combatente monárquico e depois emigrado, com a família, por causa disso. O meu Pai, Luís, era um patriota que adorava a África portuguesa e aí passava as férias a visitar os filiados do LAG. A minha Mãe, Maria José, lia-nos a mim e às minhas irmãs a Mensagem de Pessoa, quando eu tinha sete anos. A minha Tia e madrinha, a Tia Mimi, quando a guerra de África começou, ofereceu-se para acompanhar pelos sítios mais recônditos de Angola, em teco-tecos, os jornalistas estrangeiros. Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia.

Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. Foi por isso que conheci o Jaime e mudámos as nossas vidas, ficando sempre juntos. Fizemos desde então uma família, com os nossos filhos - o Eduardo, a Catarina, a Teresinha - e com os filhos deles. Há quase quarenta anos.

Procurei, procurámos, sempre viver de acordo com os princípios que tinham a ver com valores ditos tradicionais - Deus e a Pátria -, mas também com a justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções.

Convicções que partem de uma fé profunda no amor de Cristo, que sempre nos diz - como repetiu João Paulo II - "não tenhais medo". Graças a Deus nunca tive medo. Nem das fugas, nem dos exílios, nem da perseguição, nem da incerteza. Nem da vida, nem na morte. Suportei as rodas baixas da fortuna, partilhei a humilhação da diáspora dos portugueses de África, conheci o exílio no Brasil e em Espanha. Aprendi a levar a pátria na sola dos sapatos.

Como no salmo, o Senhor foi sempre o meu pastor e por isso nada me faltou -mesmo quando faltava tudo.

Regressada a Portugal, concluí o meu curso e iniciei uma actividade profissional em que procurei sempre servir o Estado e a comunidade com lealdade e com coerência.

Gostei de trabalhar no serviço público, quer em funções de aconselhamento ou assessoria quer como responsável de grandes organizações. Procurei fazer o melhor pelas instituições e pelos que nelas trabalhavam, cuidando dos que por elas eram assistidos. Nunca critérios do sectarismo político moveram ou influenciaram os meus juízos na escolha de colaboradores ou na sua avaliação.

Combatendo ideias e políticas que considerei erradas ou nocivas para o bem comum, sempre respeitei, como pessoas, os seus defensores por convicção, os meus adversários.

A política activa, partidária, também foi importante para mim. Vivi-a com racionalidade, mas também com emoção e até com paixão. Tentei subordiná-la a valores e crenças superiores. E seguir regras éticas também nos meios. Fui deputada, líder parlamentar e vereadora por Lisboa pelo CDS-PP, e depois eleita por duas vezes deputada independente nas listas do PSD.

Também aqui servi o melhor que soube e pude. Bati-me por causas cívicas, umas vitoriosas, outras derrotadas, desde a defesa da unidade do país contra regionalismos centrífugos, até à defesa da vida e dos mais fracos entre os fracos. Foi em nome deles e das causas em que acredito que, além do combate político directo na representação popular, intervim com regularidade na televisão, rádio, jornais, como aqui no DN.

Nas fraquezas e limites da condição humana, tentei travar esse bom combate de que fala o apóstolo Paulo. E guardei a Fé.

Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor.

Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará."

Maria José Nogueira Pinto,
publicado no Diário de Notícias em 07/07/2011.

In Paradisum deducant te Angeli;
in tuo adventu suscipiant te Martyres,
et perducant te in civitatem sanctam Jerusalem.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Santa Maria Goretti


Hoje, dia 6 de Julho, é dia de Santa Maria Goretti, em quem tenho especial devoção!

Segue-se um pouco da sua história, retirada do Missal Popular Ferial:

"Nasceu em Corinaldo (Itália) no ano 1890 de família humilde. Passou uma infância dura em Nettuno, ajudando sua mãe na lide doméstica; pela sua índole piedosa, recorria assiduamente à oração. No ano 1902, em defesa da sua castidade, preferiu morrer a manchar a sua alma, e por isso morreu apunhalada."
 
Segue-se também um excerto da Homilia do Papa Pio XII, proferida aquando da canonizacão de Santa Maria Goretti:

"Nada temo, porque Vós estais comigo

Todos conhecem o terrível combate que esta virgem, indefesa, teve de enfrentar. Contra ela se levantou, inesperadamente, uma tremenda e cega tempestade, que procurava manchar e violar a sua pureza angélica. Mas ao ver-se em tão grave situação, ela podia repetir ao divino Redentor estas palavras de ouro do livro da «Imitação de Cristo»: «Ainda que eu seja tentada e perturbada com muitas tribulações, nada temo, se a vossa graça está comigo. Ela é a minha fortaleza; ela me aconselha e ajuda. Ela é mais forte do que todos os meus inimigos». Assim protegida pela graça celeste, à qual correspondeu com uma vontade forte e generosa, deu a sua vida, mas não perdeu a glória da virgindade.

Na vida desta humilde criança, que apontámos em breves linhas, podemos ver um quadro não só digno do Céu, mas também digno de ser contemplado com admiração e veneração pelos homens do nosso tempo.

Aprendam os pais e as mães de família com quanto empenho devem educar na rectidão, na santidade e na fortaleza os filhos que Deus lhes deu, e formá-los na obediência aos preceitos da religião católica, para que possam, com o auxílio da graça divina, sair vencedores, sem feridas e sem manchas, quando for posta à prova a sua virtude.

Aprenda a alegre infância, aprenda a juventude ardente a não se deixar cair miseravelmente nos prazeres efémeros e ilusórios da paixão, a não ceder ante a sedução do vício, mas antes a combater com alegria, mesmo entre dificuldades e espinhos, para alcançar aquela perfeição cristã de bons costumes, que todos podemos atingir com a força de vontade, ajudada com a graça divina, por meio do esforço, do trabalho e da oração.

Nem todos somos chamados a sofrer o martírio; mas todos somos chamados a adquirir as virtudes cristãs. A virtude, porém, exige energia, que embora não atinja as alturas da fortaleza desta angélica menina, nem por isso obriga menos a um cuidado contínuo e muito atento, que deve ser sempre mantido por nós até ao fim da vida. Por isso, semelhante esforço pode ser considerado um martírio lento e prolongado, ao qual nos convidam estas divinas palavras de Jesus Cristo: O reino dos Céus sofre violência e são os violentos que o arrebatam.

Esforcemo-nos todos por alcançar este objectivo, confiados na graça do Céu. Sirva-nos de estímulo o exemplo da virgem e mártir Santa Maria Goretti. Que ela, lá na mansão celeste, onde goza a felicidade eterna, interceda por nós junto do Divino Redentor, a fim de que todos, cada um segundo a própria vocação, com generosidade, com vontade decidida e com obras de virtude, sigamos o seu caminho glorioso."

Santa Maria Goretti, rogai por nós!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Comunhão apenas na boca na Missa do Papa em San Marino.

Este artigo é dedicado a todos aqueles que só comungam na mão. Comungar na mão é permitido como excepção e não como regra...

"Cerca de dois terços da população de San Marino assistiram a Santa Missa celebrada pelo Papa Bento XVI neste domingo, em sua rápida visita ao pequeno país europeu. Missa celebrada com as já conhecidas práticas do atual cerimonial pontifício: amplo uso do latim, canto gregoriano, cânon romano, etc. Mas a deste domingo traria ainda um novo passo no programa de “reforma da reforma” que está sendo implementado gradativamente por Bento XVI, por ora ainda com medidas que visam dar exemplo. Foi anunciado logo no início da celebração:

“Neste domingo da Santíssima Trindade, nossa Igreja diocesana se encontra unida com o Sucessor de Pedro para a celebração da Santa Missa, fonte e cume da vida nova em Cristo. Queremos viver este momento em comunhão com a Igreja universal, presidida na caridade por Sua Santidade, o Papa Bento XVI. Por esta razão, chamamos a atenção agora sobre o modo de receber a Sagrada Comunhão. (…) Os fiéis que, depois de ter confessado, se encontram atualmente em estado de graça e que, então, apenas eles, podem receber o Santíssimo Corpo do Senhor, se aproximarão do ministro que lhes estiver mais próximo. A Comunhão, segundo as disposições universais vigentes, será distribuída exclusivamente na língua, a fim de evitar profanações mas sobretudo de educar a se ter uma sempre maior e mais alta consideração para com o Santo Mistério que é a Presença Real de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não será permitido a ninguém receber a Comunhão em suas próprias mãos. Após ter feito a devida reverência, adoremos a Hóstia que então é apoiada sobre a língua. Aos que não estão impedidos por motivos de espaço ou de saúde, a Comunhão pode ser recebida também de joelhos“.

Vale ainda recordar que o bispo diocesano de San Marino, Dom Luigi Negri, é um dos bispos mais ardorosos na defesa da “linha Ratzinger” [ver aqui] e discursou no recente congresso sobre o Concílio Vaticano II promovido pelos Franciscanos da Imaculada."


Nota: Este artigo provém de um blog do Brasil. Por ser uma transcrição está em português brasileiro. Para tristeza de muitos, não aderi ao novo acordo ortográfico!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Nossa Senhora da Conceição, protegei Portugal!

Nestes tempos de crise vale sempre a pena pedir o auxílio de Maria, eterna medianeira entre Deus e os homens.

Que ela proteja Portugal das ciladas do inimigo e dos perigos do pecado!

Lembrai-vos do vosso fiel Portugal! Ainda que constantemente fujamos dos caminhos do Senhor, ampara-nos nas quedas!


Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sagrado Coração de Jesus

Aqui vai uma representação muito sugestiva do Sagrado Coração de Jesus. Notem a coroa, símbolo da realeza de Cristo, bem como a lança e a cruz, símbolo dos duros martírios que por nós padeceu!


Viva o Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo!

Adveniat Regnum Tuum!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Procissão do Senhor dos Passos

Ontem, Domingo V da Quaresma, dia 10 de Abril de 2011, pelas 15h30 realizou-se a Procissão dos Passos pelas ruas de Viana do Castelo. Já o ano passado estive para fazer uma pequena dissertação sobre o acontecimento. Não foi o ano passado, é agora!

A procissão foi antecedida pelo Ofício de Vésperas cantado, com a participação de vários clérigos do arciprestado de Viana do Castelo, e de muito povo que dos seus lugares acompanhou a oração com todo o fervor.

Este ano a função litúrgica surpreendeu-me deveras devido a dois elementos tradicionais que despertaram a minha atenção:

1 - O pároco de Santa Maria Maior e arcipreste de Viana do Castelo, Padre Armando Dias, encontrava-se de vestes corais (batina e sobrepeliz), coisa que já há algum tempo não se via por estas paragens e que me deixou profundamente admirado.

2 - O sacerdote que presidiu à celebração (este ano não foi o nosso Bispo...) envergava um belíssimo pluvial (ou capa de asperges) roxo, que demonstrava alguma idade, sem contudo perder a elegância.

Terminado o Ofício Divino, saíu a procissão! O andor do Senhor dos Passos era transportado por oito homens, o que fez recordar o dia do incêndio da Igreja Matriz, em 1809, em que esta mesma imagem se tornou miraculosamente leve, tendo escapado às costas de alguns vianenses a um destino trágico. O único sinal que nos recorda esse fatídico dia é o enegrecimento da face e das mãos de Nosso Senhor, devido ao calor e ao fumo das labaredas.

Chegada a procissão à Praça da Rainha (que hoje apresenta a denominação do regime em vigor: república), o Padre Jorge Barbosa, brindou os presentes com um magnífico e eloquente sermão - O Sermão do Encontro, durante o qual Nossa Senhora das Dores se colocou diante de seu filho Jesus Cristo, o Senhor dos Passos: Ela mártir da alma, com a morte de Seu Filho; Ele, em constante sofrimento, a caminhar para o Calvário onde se sacrificaria para redimir o Género Humano.

Quando vi o pregador a posicionar-se para dar início ao sermão antevi um sermão "de arrebentar". Assim foi! O Padre Jorge Barbosa expôs uma série de dados relacionando a Fé, a Doutrina e a Moral Católica com a situação social, económica e política decadente, deste nosso valoroso Portugal.

Das suas palavras saliento a segunte ideia: "hoje em dia, já há pessoas a procurar comida nos caixotes do lixo; não vão encontrar por lá algum crucifixo saído de alguma escola ou instituição pública..." (foram mais ou menos estas as palavras por ele proferidas). Aqui está um excelente exemplo da miséria social relacionada com a miséria moral pela qual a nossa Pátria atravessa.

Terminada o sermão a procissão prosseguiu pelas ruas da cidade até dar novamente entrada na Igreja Matriz, ou melhor, Sé Catedral (ainda não se perdeu o hábito de lhe chamar Igreja Matriz...).

Nosso Senhor dos Passos, tende piedade de nós!
Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Encíclica Rerum Novarum

A 15 de Maio de 1891, perante o avançar galopante do comunismo e do socialismo, Sua Santidade o Papa Leão XIII, corajoso Vigário de Cristo da Terra, publica uma Encíclica muito esclarecedora acerca da condição dos operários e da sociedade política em geral, intitulada Rerum Novarum.

O excerto seguinte mostra o quão actual se encontra o referido texto, sobretudo nesta época de crisa que atravessamos, onde delineia os deveres do Estado para com os cidadãos. Observem que a Igreja Católica sempre defendeu os trabalhadores. A única coisa com que os líderes comunistas se insurgiram, na velha Rússia, foi contra a própria Igreja...

Mas reparem na linguagem com que se defende o operariado, subentendendo que cada um se deve alegrar com o que Deus lhe concede. Muito ou pouco, é sempre uma benção de Deus.

Aqui vai:

“O que se pede aos governantes é um curso de ordem geral, que consiste em toda a economia das leis e das instituições; queremos dizer que devem fazer de modo que da mesma organização e do governo da sociedade brote espontaneamente e sem esforço a prosperidade, tanto pública como particular. Tal é, com efeito, o ofício da prudência civil e o dever próprio de todos aqueles que governam. Ora o que torna uma nação próspera, são os costumes puros, as famílias fundadas sobre bases de ordem e de moralidade, a prática e o respeito da justiça, uma imposição moderada e uma repartição equitativa dos encargos públicos, o progresso da indústria e, do comércio, uma agricultura florescente e outros elementos, se os há, do mesmo género: todas as coisas que se não podem aperfeiçoar, sem fazer subir outro tanto a vida e a felicidade dos cidadãos. Assim como, pois, por todos estes meios, o Estado pode tornar-se útil às outras classes, assim também pode melhorar muitíssimo a sorte da classe operária, e isto em todo o rigor do seu direito, e sem ter a temer a censura de ingerência; porque, em virtude mesmo do seu ofício, o Estado deve servir o interesse comum. E é evidente que, quanto mais se multiplicarem as vantagens resultantes desta acção de ordem geral, tanto menos necessidade haverá de recorrer a outros expedientes para remediar a condição dos trabalhadores.” Leão XIII in Encíclica Rerum Novarum.

Daqui, cada um retire as suas conclusões e tente aplicar os ensinamentos no momento actual!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Hino a Nossa Senhora da Conceição

Estando eu a trabalhar na paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Albufeira, no Algarve, nada melhor do que dar a conhecer este belo hino em louvor da Nossa Mãe Santíssima, da autoria de António Correia de Oliveira.

É um hino muito interessante dado ser simultaneamente Católico e Patriota, transmitindo a quem o ouvir uma força imensa na luta por esta grande Nação, tendo sempre em vista a Fé Católica e a verdadeira esperança.

Aqui vai ele:


Numa prece d’esperança ditosa,
Portugal ajoelha a rezar!
Junto à virgem de Vila Viçosa
Novas “Cortes de Amor” vem jurar!

Da gente Lusa o pregão,
Ressoa na terra inteira:
Senhora da Conceição,
Sois a nossa Padroeira.
 
Com ternura cantemos Maria,
Nesta hora tão grata ao Senhor,
Em que vimos render-lhe à porfia,
Nossos preitos de fé e de amor!

Terra linda de fé e de glória
O seu lema bendito faz lei!
Sempre foi na romagem da História,
De Maria, este povo, esta Grei!

Desde o Minho florido até Sagres
Terra verde, que é sua, por bem,
Portugal só lhe deve milagres,
Como nunca os deveu a ninguém!

Dos milagres da excelsa Senhora
Nossa Pátria é inegável padrão!
Montes Claros que falem nesta hora,
Antes as “Cortes Gerais” da Nação!

Se Frei Nuno de Santa Maria
Lhe doou pensamento e vontade,
Dom João IV lhe fez, certo dia,
Juramento de fidelidade.

De Jesus o mais firme soldado
Olhos postos na linda bandeira,
Surge, enfim, Portugal renovado,
A saudar a imortal padroeira!


Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, rogai por nós!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Mudar Portugal

É a hora!

É crucial meditar nos acontecmentos da actualidade desta nossa grande Pátria. Que país queremos para os nossos filhos?

Valores morais, quase desapareceram...
Respeito, não existe...
Virtudes humanas, não estão na moda hoje em dia...

Os acontecimentos do dia de ontem adivinhavam uma grave crise política, que aliada à crise económica e à crise moral, deixaram este país em estado de sítio - uma verdadeira anarquia.

Urge pensar nas nossas opções de vida. Lembremo-nos de que somos feitos de carne e que um dia este mundo acaba! O que pensaremos nós nos últimos instantes da nossa vida terrena? Procedemos bem enquanto vivemos sobre a terra? Arrependeremo-nos do mal que fizemos ou daquilo que poderíamos ter feito e não fizemos?

Aí já é tarde para meditar...

É agora a hora de pensar nas nossas opções de vida!

Será que temos gente digna a governar este país? Gente com espírito de sacrifício, que sabe do que está a falar quando pede que nos sacrifiquemos? De certo que não!

Caros leitores, Portuguesas e Portugueses, com P maiúsculo, votai em consciência! Votai em quem pode governar legitimamente esta grande Nação! Votai em quem defenda o que é moralmente correcto!

E sobretudo, pedi a Deus que abençoe esta Nação que sempre Lhe procurou ser fiel!


Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei Soberano, tem piedade de Portugal!
Nossa Senhora da Conceição, rogai pela Nossa Nação!
Santo Anjo de Portugal, amparai Portugal!